Estresse e arte

A arte ajuda a aliviar o estresse. O processo com terapia artística e a consciência do indivíduo podem reverter um quadro que tem  tendência  a patologia, baixa qualidade de vida e principalmente a infelicidade.

 

O estresse é considerado um transtorno emocional, um “pano de fundo” para desencadear uma série de doenças como enxaquecas; problemas de tireóide; hipertensão, gastrite entre outras. O descuido para com estes sintomas também desenvolve males maiores.

É necessário manter-se atento às nossas reações físicas e emocionais. A irritabilidade, as explosões repentinas e impulsivas como se estivesse com os “nervos a flor da pele”; a constante impaciência para com as outras pessoas (como funcionários, filhos); a angústia e ansiedade por querer fazer tudo o mais rápido possível; o nervoso por ser domingo e antecipadamente sofrer por ter que enfrentar a segunda-feira e a conseqüente exigência da rotina semanal estressante.

 

As exigências do mundo contemporâneo são demasiadamente desgastantes. Vivemos em constantes ameaças e pressões. O risco de perder o emprego; a cobrança da chefia em bater as metas; a responsabilidade em pagar as contas que geralmente são  maiores que o faturamento; a insegurança das grandes metrópoles. A cobrança também é nossa para exercermos e correspondermos com os papéis que assumimos: o de ser o executivo ou a líder eficaz e eficiente; o pai provedor mesmo passando por inúmeros desafios profissionais; a mãe, dona de casa pontualíssima e profissional exemplar, que cuida de todos e controla muito bem  as rotinas da casa.

 

O nosso organismo foi “pré parado” para lidar com o estresse de forma natural e saudável. Temos que ter reações fisiológicas frente às situações novas, e às situações de ameaças, o que nos ajuda a nos mantermos vivos e preservar nossa espécie. A questão é quando exigimos do nosso organismo que permaneça sempre em estado de alerta, respondendo constantemente às tensões das demandas externas, quando já estamos agimos inconscientemente e automaticamente, deixando-se ser escravo do mundo externo. O organismo se esgota, perde sua vitalidade e não mais  responde de forma saudável, nem ao menos  às situações normais de ansiedade.

 

O grande e essencial fator para a mudança deste quadro é a consciência. É necessário que o indivíduo se conscientize e assuma que há algo errado e que deve procurar recursos e apoio para preservar sua qualidade de vida, saúde, qualidade nos relacionamentos e principalmente a felicidade.

 

A arte traz o colorido que todo este desgaste promove em nossas almas. Ela favorece  a aproximação do belo, da estética e só ao apreciarmos estas qualidades já nos sentimos revigorados e nos fortalecemos para atuarmos construtivamente em nossos ambientes. O processo artístico contribui para o auto-conhecimento,  em termos de características pessoais, competências e emoções. O “fazer arte” inspira nossa criatividade nos surpreendendo com o que somos capazes, com o que deixamos surgir durante este divertido entretenimento. Outro aspecto importante para nossa saúde é que a arte nos remete a um ritmo que nós mesmos imprimimos e que reflete alguns de  nossos principais processos biológicos, cardíaco, pulmonar, rítmico-motor e que nos traz o sentido vital.

 

Monica Winnubst