Tais Borges

 O coach é um movimento de busca de auto-conhecimento e por ser um caminho alternativo aos processos racionalizantes e quadrados aos quais somos frequentemente expostos já valeria a pena ser experimentado. O coach conduzido pela arte permite que esse processo seja feito yambém de uma maneira sensitiva, uma vez que ela pode mostrar o que está por trás de nosso discurso - a essência, dificilmente apreendida por palavras.

O processo de criação tem potencial de mostrar muito sobre quem você é, como age e reage diante de diferentes situações. A arte pode driblar a separação fictícia que nos foi imposta entre razão e emoção.

Arriscaria dizer que a maioria dos problemas que vi nos espaços de trabalho  de minha vida profissional se deram muito mais por dificuldades emocionais e de relacionamento, que por questões técnicas/de conteúdo.

Não deveríamos, então, investir em aprendizagem/ensino emocional, e auto-conhecimento?

Eu acho que sim, mas nossas escolas voltam-se, cada vez mais, para a educação intelectual e frequentemente ignoram o ensino emocional, não racional.

Quantas escolas realmente levam a sério o ensino de artes ou educação física?

Quais escolas realizam um trabalho sério de orientação da sociabilidade e acompanhemento do auto-conhecimento de seus educandos?

Quantos pais preocupam-se com o desenvolvimento social e sensitivo de seus filhos?

Quantas instituições encaram que seus funcionários são gente além de profissionais?