Ezio Latrofe
Joalheria prá quê? Por quê?

Muitos são os que possuem uma rotina diária estressante. Trânsito, trabalho, escola, horário prá tudo, contas vencendo...

Não sou diferente. 

Aprendi, por alto preço que, se viver dessa forma por muito tempo, herdarei no mínimo, cabelos brancos. Tinha em mente que precisava ter uma válvula de escape. Algo que me ocupasse a atenção sem gerar tensão. A qualquer hora quebra.

Foi num desses “acasos” Divinos, em São Francisco Xavier, que conhecemos Toninho e Mônica.

Suas lindas peças chamaram nossa atenção e conquistaram o nosso gosto.

Não somos diferentes.

Mônica e Toninho quem são diferentes!

Na gentileza do desenrolar de nossa conversa, num clique, me vi atraído a fazer o curso de joalheria.
Que sorte a minha.

Apesar de não ter o menor jeito para a coisa (parece muitas vezes que meus dedos são grandes demais), tomei coragem e resolvi por em prática aquilo que não tenho: a criatividade.

É claro que a competência e a paciência do Toninho em ensinar, o estímulo e a motivação da Mônica em me empurrar à frente, me deram o prazer que sobrepujou minha limitação.

Afinal de contas “as peças tem vida própria”, não é mesmo Mônica?

Joalheria é minha terapia. É meu ponto de fuga. É onde descarrego e oriento toda a pressão sofrida para a delicadeza e amor que procuro colocar em cada detalhe dos anéis e pingentes que faço para minha esposa.

Não é minha intenção fazer da joalheria um meio de vida, antes sim, buscar prolongar, de alguma forma, minha própria vida. Jóia de Deus.



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